Mensagens recentes

Páginas: 1 ... 8 9 [10]
91
Projectos acabados / Re: Change!! Getter Robo: Sekai Saigo no Hi [13/13]
« Última mensagem por samuraituga1972 em Agosto 30, 2021, 16:01:50 pm »
OBRIGADO PELO OTIMO TRABALHO
92
Cenas esquisitas / Re: DVDs editados pela fansub
« Última mensagem por Revenge em Agosto 30, 2021, 01:37:41 am »
DVD5 é para dizer que é um DVD de 4,5gb, são os mais comuns e mais baratos. Só foram editados DVD5 por nós até onde sei. Eu nunca fui muito na onda do DVD9, ou seja DVDs de 9gb, sempre foi um formato que tentei evitar, acho que só comprei meia dúzia de cakes de DVD9 na vida. O problema (da minha experiência) é que ou compravas verbatim ou bem podias fazer figas quando gravavas o DVD, na parte de trocar de camada dava sempre buraco, sempre!! Além de ser mais bem mais caro. A verbatim tem os melhores DVDs mas custava tudo os olhos da cara. Então o que fiz muito foi usar o DVD Shrink para passar DVD9 a 5 feito paraquedista sem me importar muito com perdas de qualidade... ou então usava/via e apagava. Outro problema, o meu Sanyo mesmo com verbatim não queria nada com os DVD9, experimentei com N gravadores e nada. Se fosse original era bar aberto. O mesmo com a PS2, na altura só tinha PS2. Quando tive PS3 depois consegui lê-los todos, até mesmo aqueles DVDs mais manhosos que ficavam mal gravados :haha:

Quanto à música de menu dos DVDs que foram editados pela fansub, não te consigo dizer ao certo, mas se não tem música é quase de certeza porque originalmente não tinha. O único caso que me lembro foi o Stainless Night, que não tinha música no menu e foi metida por nós, foi feita a partir do ending aquando da nossa edição (fui eu que escolhi e cortei a música, em baixo meti um vídeo para verem como ficou). Posso acrescentar que passaram por mim centenas de DVDs japoneses e a ideia que tenho é que a maioria tinha menus estáticos, apenas com uma imagem de fundo e opções. Com música também não me lembro de muitos. Já no ocidente havia mais o hábito de fazer os menus animados das edições anime. É a ideia que tenho pelo menos.

Por falar em menus animados, uma desvantagem das edições costumizadas pela fansub é que qualquer menu que fosse animado originalmente e fosse mexido, ou seja, editado para passar o texto a português ou meter uma imagem, passava automaticamente a estático. Lembro-me de eles se queixarem quanto a isso, eu pessoalmente não percebo muito da edição de DVDs, lembro-me de ter sugerido deixar ficar os originais e somente adicionarem a legenda mas veio-se logo com a conversa do trabalho meio-feito (e se calhar com razão...) a verdade é que que se no DVD de mesa a coisa até escapava, menus sem animações, nem nos botões, tinhas de contar as vezes que carregavas no comando e seleccionar a opção, mas vá, até dava para ver... a PS2 não dava. Eu tinha um comando mesmo para mexer com o leitor de DVD da PS2 e só através disso é que dava para ver esses DVDs costumizados lá. Throwback a 2011 :great:

Ainda continuo em busca do DVD do Hagane no Oni (com música do mestre Masahiro Kawasaki), eu tenho quase a certeza que isso foi editado por nós em 2012. Eu sei que legendei pelo menos. Já me fartei de procurar e nada, achei outras coisas que pensava ter perdido :P mas do Hagane no Oni nada.

93
Cenas esquisitas / Re: Entrevistas - 10 anos de fansub
« Última mensagem por MidnightSunset em Agosto 30, 2021, 00:09:48 am »
Entrevista Orie


Para começarmos, fala-nos um bocado sobre ti.

Chamo-me Ricardo, tenho 34 anos. Sempre tive uma grande paixão pela Ásia, especialmente pelo Japão. Sempre pensei estar sozinho neste mundo até encontrar outras pessoas que gostavam do mesmo.

Séries de anime preferidas, qual a que mais te marcou e porquê?

A série anime que mais me marcou foi Saber Marionette J… e Blue Seed, ambas no Locomotion. Nós estávamos limitados no anime em Portugal, especialmente na altura. O Blue Seed é do género terror, nunca tivemos acesso a esse tipo de anime cá. Saber Marionette foi pelo cyberpunk, pelos ciborgues que tentam descobrir a sua humanidade, pela música, pela história. Sempre tive uma certa queda pelo cyberpunk e marcou-me imenso em todos os sentidos. Ainda hoje me custa ouvir o ending de SMJ porque me emociona muito. Foi um anime que apareceu numa altura complicada da minha vida, que me ensinou imenso sobre as emoções humanas. Esta é a razão que distingue o seu marco na minha vida.

Então e quando e como entraste no mundo anime/manga?

Eu tive alguma sorte, não sei como, mas tive acesso a um canal de satélite japonês, onde vi Bubblegum Crisis quando tinha apenas 6 anos de idade. Eu via muito esse canal e foi dessa maneira que aprendi japonês, nós quando somos crianças temos mais facilidade para aprender línguas e foi isso que aconteceu comigo, através de associações. A minha introdução foi esta. Eventualmente comecei a ver anime na RTP, Captain Tsubasa foi um dos primeiros que vi e que me permitiu continuar este fascínio. Eu vi muito mais anime na RTP, mas era difícil fazê-lo porque comecei a ter dificuldades em ter acesso à TV. Depois de conhecer o meu primeiro amor (Bubblegum Crisis), houve uma procura incessante de mais conhecimento sobre anime e o Japão no geral. Cresci com muita música japonesa e mesmo na escola era gozado por isso. Comecei a fazer imensas pesquisas por internet assim que tive acesso a computadores na escola, com disquetes à socapa para guardar imagens ou documentos de texto para ler mais tarde e guardar em arquivos digitais. Eu era um ganda maluco (risos). Em termos de manga, foi muito mais tarde. Nunca soube que estiveram à venda mangas em Portugal nos anos 90, como foi com o caso de Ranma e Striker, mas tinha as revistas espanholas no fim dos anos 90 que falavam de manga. Tinha um amigo que tinha mangas espanhóis de Dr. Slump e outros variados, mas não a colecção completa. Eventualmente tirei fotocopias de alguns dos seus mangas, como Compiler de Kia Asamiya e fui conhecendo mais a partir daí. O meu primeiro manga original foi de “Oh My Goddess! Love Potion nº9” que apenas adquiri em finais de 2001. Eu já conhecia o anime de o ver no Locomotion, mas li esse manga tanta vez... Pouco a pouco e a partir daí, fui descobrindo mais coisas. Na TV, a SIC promoveu muito o anime na segunda metade da década de 90, o meu problema era a falta de respeito que eles tinham para com os espectadores, eles mudavam o horário de tudo sem critério… Dragon Ball, Sailor Moon… Depois a RTP começou a passar o Tenchi Muyo com uma excelente dobragem, a partir daí acho que vi um bocado de tudo. Já tinha também TV Cabo e acesso ao Canal Panda desde 1997, que era um canal muito interessante e as séries que passavam eram todas de grande qualidade. No mercado vídeo, existiram as VHS Manga, que foram lançadas nos anos 90, mas eu só as descobri em 2000 ou 2001. Nunca as descobri antes ou por azar ou por falta de anúncios. Agora com o YouTube descobrem-se anúncios que supostamente davam na altura, mas que não tenho memória de ver… por exemplo o anúncio que deu na TV a dizer que ia sair Ghost in the Shell e Urotsukidoji. Mas pronto, pouco tempo depois, um ou dois anos depois, conheci a Dynamic PT. Foi através deles que obtive muito material, VHS, DVDs, merchandising… mantive contacto com eles durante muitos anos, eram gente muito porreira. E o que eles fizeram pelo anime em Portugal é de louvar, anime que deu na Radical trazido por eles com uma qualidade de topo e que eu nunca esperei ver a passar em Portugal. Alguns animes como Brain Powerd, Escaflowne ou mesmo Generator Gawl, para nomear alguns, eu já tinha muita banda sonora, que sacava da net dali e daqui. Mas posso partilhar que não me esqueço do tema de abertura de Generator Gawl, que já tinha num dos CDs das revistas espanholas e que até tinha gravado em cd áudio. Quando liguei a TV para ver o que ia dar de novo anime à sexta-feira... dei um grito de estranha felicidade. A Dynamic PT trouxe para a SIC Radical coisas que só podia ver em sonhos ou namorar na internet.


Porquê a Projectos Old School?

Conheci o Revenge que me fez a oferta, ele “descobriu-me” por assim dizer. (risos) Não quero ofender ninguém, mas para quem se diz otaku em Portugal, a única coisa que lhes interessa é animes comerciais. Toda a gente conhece Dragon Ball, toda a gente gosta de Naruto. Se eu perguntar se conhecem Leiji Matsumoto, Go Nagai ou Osamu Tezuka, ninguém conhece. Isto para dizer que há muita falta de cultura. A PoS ajuda a seguir esta linha de pensamento, a da cultura. Depois houve coisas aqui na PoS que me surpreenderam, não usam o acordo ortográfico, eu vi logo, esta malta é porreira! (Risos) E depois vi os animes que já tinham lançado e também me surpreendeu os animes que pessoal antes de eu cá estar quis meter lá para fora, dar a conhecer. Tudo isto me seduziu bastante e resolvi ajudar. Por falta de tempo não consigo ajudar tanto quanto queria, mas estou cá para ajudar no que for preciso.

Estás connosco desde 2014. Qual foi o projecto que mais curtiste fazer?

Call me Tonight foi o primeiro. Depois o Hell Target… custou para caramba. Há também o Vampire Hunter onde ajudei nas correcções. Mas houve mais. O que eu gostei mais foi mesmo o Hell Target, porque nunca tinha existido uma tradução como deve ser deste anime, havia versões em russo e em inglês traduzido de russo, mas aquilo era uma mixórdia, não se entendia nada. Eu comecei completamente do zero, sem me basear em legendas que não faziam sentido. Outra coisa que não ajudou foi o vídeo ser de muito má qualidade e dificultar a percepção de kanjis. O Revenge na altura arranjou 2 ou 3 fontes de vídeo e nenhuma era grande coisa, relembrando que Hell Target apenas saiu em VHS e nunca saiu fora do Japão. Foi com muito afinco que trabalhei nisso para lançar esse projecto com a melhor das qualidades a nível de tradução.

Já que falas no Hell Target, tens noção que fizeste com que nós fôssemos uma das poucas fansubs portuguesas a traduzir directamente do japonês?

Sim, e tenho um certo orgulho nisso. Como eu disse, aprendi japonês sozinho e usei os meus conhecimentos de japonês para traduzir. Já dei aulas de japonês, mas é diferente. A verdade é que uma tradução do japonês dá muito trabalho, não há nenhum guia, neste caso não havia uma legenda estrangeira onde nos basearmos e o japonês é muito traiçoeiro nos significados, é preciso ter muita atenção. E depois quando Hell Target foi para revisão na altura o pessoal não sabia bem como proceder, porque nunca tinha existido um projecto destes na fansub. Mas acho que ficámos bem na fotografia no final do dia, foi um orgulho para todos.

Qual a tua tarefa favorita na fansub?

Não vou dizer que são as correcções… porque estou a ter trabalho, é certo, mas não é tanto trabalho como legendar e traduzir. Gosto de partir do zero, com uma revisão começa-se a meio do processo por assim dizer. Há outras tarefas que já fiz, por exemplo em certos projectos há dúvidas de japonês e eu dou uma ajuda, por vezes é traduzir kanjis, outras ouvir no áudio o que dizem. Lembro-me dos filmes de Ranma onde traduzi os ataques todos do japonês. Outra coisa que gostei, foi ajudar a trazer um bocado da história do anime em Portugal, logo quando cheguei começámos a escrever artigos com a informação que tínhamos da altura, o que foi editado cá, o que era para ser e nunca chegou a ser. Esses artigos hoje em dia são populares lá fora e isso também me dá pica.

Tens alguma história divertida para contar que envolva a fansub?

De certeza que há, mas não me recordo de nada agora (risos).

Agora que a fansub fez 10 anos, achas que estaremos aqui de novo para comemorar mais 10?

Claro que sim. Uma coisa é certa, material para dar a conhecer ao pessoal não falta. Por isso acredito que vá continuar, ainda há muito para mostrar. Fico contente por a fansub estar a ser reconhecida pelo nosso trabalho, a malta nova que aqui está é malta porreira, malta humilde, é um bom sinal para medirmos a longevidade da fansub. E por isso daqui a uns anos estarei cá de novo para conversar e para trazer alguns projectos pelo meio, claro.
94
Cenas esquisitas / Re: DVDs editados pela fansub
« Última mensagem por Orie em Agosto 29, 2021, 21:14:04 pm »
ah crap. eu confundo DVD 5 com isso do 5.1. :paf: Penso que é o mesmo. Vê lá o que percebo.
Estranho o menu ter música. Não sei como fizeram esses dvds, mas se foi só editado, vocês não tiveram mão na parte de pôr música então?
É estranho, coisa fixe dos dvds era ter sempre acompanhamento audio nos menus.
Coisa que não posso falar dos dvds actuais que são cópias dos menus dos Blu ray. Vi varios documentarios, e ainda me chateou ainda mais, é eu ter o dvd do "Kong Skull island" e "Mad Max Fury Road", filmes que vi no pc montes de vezes e achar que faltava algo. É um golpe da Warner Bross, que realmente corta minutos dos filmes na versão dvd para que "queres versão completa? comrpa o Blu ray".
Meu deus. Recentemente comprei ao fim de mais de 10 anos de ter visto à venda "Arachnophobia", e o menu interactivo com o cursor que é uma aranha. Um dvd de 2000.
2014 e 2017 (data desses filmes que apontei). o menu é o mesmo e só muda o walpaper aliás... não há menu. é um walpaper , e botões .. e acabou.
Fiquei piurso quando comprei o DVD "Hansel & Gretel : Witch Hunters" que venero, e quando fui ver o filme estava super incompleto. Pois...a versão que saquei no pc é versão director's cut , versão completa. Onde tens essa versão? exlcusiva Bluray, e só tens na europa essa versão no bluray Alemão.
SIM, o bluray com a directors cut nem saiu em Portugal.
Falam mal da pirataria, e esta merda admite-se?
Viva a Piarataria, que me deixa ver o filme como deve ser.
Nota: o dvd está cheio de cortes de historia e imensas falhas de continuidade.. porque não está completo.
e não venham com historias que o dvd não tinha espaço.
Isto tem sido ao longo dos anos uma batalha que nem eu sabia entre muitos realizadores qeu vêm as suas obras em exclusividades de plataformas. Houve um realizador espanhol, que um filme só saiu digital e não "vendeu" porque nem sequer passou no cinema nem marketing de venda teve. Ele pôs o caso em tribunal com uma associação europeia de defesa dos artistas média. (uma coisa assim parecida)
É muita falta de respeito ao trabalho que tens para um filme , o teu produto final, onde tu não ganhas dinheiro sequer no digital.
Isso é outra historia muito rebuscada, qeu só tive noção uns anoas atrás quando muitas bandas havy metal falaram disso
95
Projectos acabados / Re: Cyber City Oedo 808 [3/3]
« Última mensagem por Orie em Agosto 29, 2021, 20:48:51 pm »
Ainda estou para ver qual um mau trabalho de Yoshiaki Kawajiri.  :worship:
É o meu realizador favorito de anime de sempre, e nunca vi nada que me fize-se sentir... "Meh!"
96
Projectos acabados / Re: Cyber City Oedo 808 [3/3]
« Última mensagem por blindrezo em Agosto 29, 2021, 19:46:00 pm »
Não te é permitido ver ligações. Regista-te ou faz Login
Estou a planear ver isto, espero que seja bom
In my opinion, it's one of the better OVAs from the 90s.  I don't think it will disappoint.  :)
97
Projectos acabados / Re: Cyber City Oedo 808 [3/3]
« Última mensagem por PedroTP em Agosto 27, 2021, 18:56:08 pm »
Estou a planear ver isto, espero que seja bom
98
Cenas esquisitas / Re: Entrevistas - 10 anos de fansub
« Última mensagem por Revenge em Agosto 27, 2021, 18:40:06 pm »
Entrevista Red Tiger


Começando pelo básico, fala-me um pouco sobre ti.

Chamo-me Ivo, tenho 36 anos, sou bastante nostálgico, mas infelizmente/felizmente não tenho jeitinho nenhum para me descrever enquanto pessoa. Gosto de anime, de manga, ou melhor dizendo, gosto de banda desenhada no geral, seja ela japonesa, americana, italiana, franco-belga ou chinesa.

Pergunta de algibeira: séries anime preferidas, qual a que mais te marcou e porquê?

As séries que me marcaram foram/são algumas, tais como Wanwan Sanjushi, Tom Sawyer no Boken (ainda hoje me lembro perfeitamente de ver o último episódio no 'Agora Escolha'), Jungle Book Shonen Mowgli (acho que foi o 1º anime a ser transmitido na SIC, passava à hora do almoço aos domingos, e se bem me lembro foi nessa altura que comecei a desenhar "coisas" relacionadas com desenhos animados), Captain Tsubasa (provavelmente o 1º anime que vi legendado e ainda pra mais em japonês, se bem que parte da série passou também em italiano), Rurouni Kenshin (uma das minhas séries favoritas), Urusei Yatsura, KochiKame, Ginga Nagareboshi Gin, Kinnikuman e last but not least Dragon Ball. O que é que posso dizer sobre Dragon Ball, tudo começou numa tarde de 5ª ou 6ª feira em Março de 1996, estava a ver o Buéréré na SIC e nesse mesmo dia, nessa mesma tarde passou o 1º episódio do Dragon Ball, isto é o que se chama estar no local certo à hora certa. Dragon Ball e Dragon Ball Z são sem dúvida duas das minhas séries favoritas de sempre e as que me marcaram mais, foi a primeira vez que tinha visto algo do género, com personagens carismáticos e com uma banda sonora 5 estrelas. É certo que havia muito mais coisas para dizer sobre estas duas séries, mas é melhor não escrever mais nada, porque senão fazia um grande testamento.
 
Como e em que altura entraste no mundo do anime/manga?

Talvez em finais de 80 ou no início dos anos 90, foi nessa altura que vi o meu 1º anime, mas para ser sincero não me lembro qual foi e claro, não sabia o que era anime, e não tinha noção se era japonês. Uns anos mais tarde é que comecei a ter algumas noções das séries que via que eram japonesas. Com a chegada do Dragon Ball a Portugal, nomeadamente algumas revistas sobre a franquia, e no início da década de 2000, revistas como a Super Jogos e as revistas espanholas Shirase, Minami, Dokan, etc... foram um meio de aprendizagem deste vasto mundo do anime/manga. No caso da revista Super Jogos, esta continha uma secção de Anime/Manga, mas apesar de conter alguns erros, ela foi bastante importante em muitos aspectos, como por exemplo ter-me despertado o interesse para o mundo do manga. Os primeiros mangas que comprei foram em 2000/2001 (Dragon Ball e Rurouni Kenshin em francês) na FNAC que dispunha de um leque considerável em francês, para além dos que mencionei, tinha também Hokuto no Ken, Dr. Slump, Saint Seiya, Bt'X, etc... e claro, não me posso esquecer da SIC Radical, quee foi um meio muito importante de divulgação do anime em Portugal.



Já eras fansubber com alguns projectos feitos antes de colaborares connosco. O que te levou a iniciar essa actividade?

Tinha colaborado com o Revenge em alguns episódios de Urusei Yatsura no GTA (pré PoS), fora isso, fiz algumas coisas (tradução, sincronização de aúdio, etc...) para um possível "projecto" do KochiKame, mas ficou em banho-maria e nem sequer cheguei a partilhar nada.

Porquê a Projectos Old School?

Boa questão. Porque no geral, identifico-me mais com anime "old school", é um hobby que me permite rever ou conhecer novos animes que nunca tinhas visto, e como alguém disse um dia: "There's no school like the old school".

Qual o teu projecto preferido dos que trabalhaste no grupo? E qual das funções mais gostas de fazer?

Eu diria que foi Vampire Hunter em 2015, foi o primeiro e gostei bastante, não só de fazer a verificação, mas também de rever a série. Para ser o mais directo possível, gosto daquilo que faço actualmente, ou seja, verificações.

Tens alguma história divertida para contar que envolva a fansub?

Que eu me lembre, não tenho nenhuma.

Última pergunta. Agora que a fansub fez 10 anos, achas que estaremos aqui de novo para comemorar mais 10?

Por acaso nunca pensei nisso, mas tudo vai depender da disponibilidade dos membros actuais da PoS para continuar ou não. Será que daqui a 10 anos o fansubbing ainda fará sentido? Talvez sim ou talvez não, mas não quero estar a fazer futurologia.
99
Cenas esquisitas / Re: DVDs editados pela fansub
« Última mensagem por Revenge em Agosto 27, 2021, 08:03:39 am »
Não te é permitido ver ligações. Regista-te ou faz Login
eu não sabia disto.... :O.o:

tenho curiosidade pelo o Bio Hunter, achando que posso fazer update ao rip da banda sonora que fiz. Se o dvd é DVD5, normalmente tem audio musica isolado. OU então o menu mesmo há-de ter algo.

A edição de DVDs por parte da fansub terminou em novembro ou dezembro do ano de 2012. Como só cá estás desde 2014 é normal não saberes :grin:

Se quiseres posso fazer rip e partilhar o ISO, tenho o DVD mesmo aqui ao pé de mim. Mas acho que estás com azar, o DVD do BioHunter não tem faixas de áudio isoladas, isso acontece mais quando existe áudio 5.1 (acho). Ou seja uma dessas 5 faixas é faixa de efeitos, banda sonora isolada, etc. Mas não é o caso aqui e o menu tb não tem música. Eu gosto bastante das músicas do mestre Masamichi Amano, mas acho que é um caso perdido, tento nem pensar nisso porque náo há nada a fazer... :neutral:
Mas se quiseres pede, eu meto aqui, assim fica já partilhado para outros. Tem áudio jap/ing + legendas em pt. E a qualidade de vídeo é soberba, um R2J dos bons:


100
Cenas esquisitas / Re: Entrevistas - 10 anos de fansub
« Última mensagem por MidnightSunset em Agosto 27, 2021, 01:49:05 am »
Entrevista Revenge


Introdução da praxe: fala-nos um pouco sobre ti.

Acho que não há muito para dizer. Sou uma pessoa simples, moro numa aldeia do Norte Alentejano, tenho 28 anos. Penso não ser muito bom a descrever-me, mas acho que sou uma pessoa nostálgica, passo a vida a pensar no passado… e é por isso que estou aqui. Gosto de ler, de ver TV, de beber uns copos, de ir ao cinema, de ver desporto, de ir a concertos… Gosto muito de viajar, mas viajo menos do que gostaria.

Qual é a tua série anime favorita e a que te mais marcou?

Penso que tenha sido Dragon Ball. É muito clichê, não é? Porque o Dragon Ball foi o primeiro de muitos portugueses, especialmente da minha geração. Foi o meu primeiro vício, a minha primeira cola, foi o meu primeiro desenho animado, porque na altura não sabia que era anime – lá está, dois clichês num só. Não perdia um episódio (ou tentava não perder), a SIC a também fazia muito por isso porque o repetia como se não houvesse amanhã. Lembro-me dos horários todos. Isto foi por volta de 1998. A qualquer pergunta que seja nesse sentido de animes favoritos tenho de responder Dragon Ball, e neste caso estou a incluir o Z e o GT, para mim é tudo a mesma coisa. Depois, tenho de referir CDZ. Na altura em que isso foi transmitido cá pela segunda vez, em 1999, não consegui prestar muita atenção, devido ao conflito de horários. Mas marcou-me, certos episódios que vi, como o Milo contra o Hyoga. Quando tive internet, peguei nessa memória e fui rever, gostei bastante. É dos meus animes preferidos até hoje. Depois veio o Samurai X. Vi na altura que deu na TV e fiquei viciado. Vi muitos outros sem grande impacto, até que uns anos mais tarde, em 2004, aparece Urusei Yatsura que foi o primeiro anime que vi em japonês. Foi o meu primeiro contacto com o idioma, porque não sou do tempo dos primeiros animes em japonês nas estações televisivas e foi uma experiência e tanto. Era completamente novo para mim, ao início estranhei, mas depois interiorizei e já não queria saber de anime em português. E UY tornou-se num dos meus animes favoritos, marcou-me imenso. A partir daí comecei a acompanhar o Banzai, um bloco de anime na Radical que só dava anime legendado. Desde então, praticamente só vejo anime legendado, exceptuando um ou outro caso. Mais tarde, houve outro que me marcou. Tinha acabado de ver Death Note e tinha gostado muito daquele contacto com anime adulto, diferente do que eu estava habituado a ver. E à conta do DN, veio o Monster. Vários amigos me recomendaram o anime devido a ter gostado de DN, e acabei por gostar ainda mais. É do género seinen, mas menos fantasioso, o que me seduziu bastante. Não tinha chegado sequer a meio e já achava que era a melhor coisa que tinha visto na vida. Foi um anime que me marcou como pessoa, que me pôs a pensar em muita coisa. Só vi Monster uma vez, porque tenho medo de mudar de opinião se o vir outra vez. Em manga diria Homunculus pela mesma razão, dá que pensar.

Pensar-se-ia então que foi apenas com a internet que entraste para o mundo do anime/manga, mas aparentemente as estações televisivas também deram uma ajuda, principalmente a SIC Radical com anime em japonês.

É assim, eu ainda faço parte da geração pré-internet, sou de 92. Só tive internet em 2007, já durante adolescência, antes disso só na escola ou em casa de amigos. Acho que a televisão me marcou tanto como a internet, estou aqui no meio. Eu passava muito tempo sozinho, agarrado à TV e ao VCR. A SIC tinha a melhor programação, por isso perdi muita coisa boa que passou na TVI e na RTP devido a sobreposições. Se me falarem em Yaiba, lembro-me de ver um episódio ou outro, mas não seguia. Agora se me falarem em animes da SIC, que davam às 6, 7 da manhã, eu via tudo. Como já foi dito por outros membros, não tinha ideia do que era anime e só comecei a ter ideia do que era graças à Radical, eles referiam o termo. No início, quando comecei a usar a internet, não sabia que era tão vasta, que dava para pesquisar sobre anime, pensava que era só para pesquisar coisas para a escola. Éramos inocentes. Estou a falar de 2001, 2002. Mas um dia, experimentei pesquisar Dragon Ball, encontrei montes de sites e fóruns. Ia para a biblioteca da escola, requisitava um computador e ia pesquisar sobre os animes que davam na Radical, guardava imagens em disquetes e já tinha sites que frequentava assiduamente, por exemplo o myfavoritegames (um site de DB, dos melhores da altura). E pronto, depois quando tive finalmente um computador meu e internet em casa, comecei a ver anime mais a sério. Vi alguns que tinham saído recentemente, Ergo Proxy, DN, Speed Grapher, DMC, Claymore... e outros que quis rever pela nostalgia como já referi. Quanto a manga, algo que me chamou a atenção foi ver o pessoal a dizer nós fóruns que o manga de Samurai X era muito diferente do anime, então foi o primeiro manga que tenho memória de ler na net. Fiquei boquiaberto de quão melhor é, as diferenças, especialmente o pós-Shishio. Foi a segunda obra que li, através de uma scanlator portuguesa, a MangaPT. Na altura acompanhei os lançamentos deles, estava sempre lá batido. Hoje em dia o mangá está licenciado, coisa que nunca pensei ver. Antes disso apenas conhecia o manga de DB, tenho a edição da Planeta DeAgostini desde o lançamento em 2001, foi o que me introduziu ao mundo do manga, mas como todos sabem, foi sol de pouca dura e tivemos poucos títulos manga durante anos. Se não fosse a net...

No meio disto tudo, como é que foste parar à comunidade do fansubbing?

Foi a tentar fazer igual aos grupos que seguia. Já andava nas comunidades em que eram partilhados os projectos das fansubs da época e pensei “se calhar também consigo fazer isso, pego numa legenda, traduzo e espeto no vídeo, depois lanço e as pessoas vêem”. No início era um bocado teimoso, só quando pedi ajuda à comunidade é que as coisas começaram a correr melhor. Estamos em 2009. Lembro-me de ter procurado pelo Samurai X e de ter encontrado em PT-BR, legendado. Saquei, mas depois o Kenshin começava a dizer “oro, oro, oro” e estranhei muito, porque ele na versão portuguesa não diz nada disso. Eu disse que só via animes em japonês, mas esta é uma exceção à regra, RK quando revi foi em português e penso que a qualidade do texto e das vozes está a par com o original. Mesmo a versão inglesa também é bastante boa. Ao procurar outra vez, encontrei o GTA. Lá havia o projecto do Fábio Seixal, saquei e vi tudo. Através disso achei o projecto de CDZ, fiz o mesmo. E pronto, quando dei por mim já estava na comunidade. A partir daí entrei noutras comunidades como PTAnime, AnimeP2PT, AnimeLand, entre outras… já todas desapareceram. Fiz parte de projectos como Arrepios e Metalocalypse, onde traduzi, no extinto PDCLinks. Infelizmente perdi tudo ou quase tudo, é pena. Depois consegui lançar-me a solo. Lancei o Triunfo dos Porcos sozinho, usando a minha VHS velhinha e um DVDrip. É um dos meus filmes preferidos e o projecto ficou altamente, mas já não tenho nada comigo. Isto já em 2010, inícios de 2011.

Como é que de repente te lembraste de criar uma fansub?

Foi no decorrer de já ser fansubber. Como referi, colaborei com outras pessoas da comunidade no lançamento de alguns projectos, o que serviu para ganhar experiência, houve um processo de aprendizagem. Via animes legendados em PT-BR, pois na altura não percebia suficiente inglês, por exemplo Lum e Hokuto no Ken, e pensei “eu consigo fazer isto em PT-PT e com uma qualidade melhor!”. Comecei então a legendar Urusei Yatsura, no início com a ajuda de um colega de turma, que percebia de inglês, e ainda chegámos a usar o Google Tradutor. No decorrer de UY, estive sozinho durante 6 ou 7 meses e legendei cerca de 30 episódios, sem fazer mais nada. Fiquei enjoado e resolvi fazer uma pausa, legendando outro anime, Baoh Raihousha. Foi este o anime que ajudou a desencadear a sucessão de eventos que levaram à criação da fansub, pois o Baoh chamou a atenção de pessoas como o Libra e o Turunksun. O Tsu foi o primeiro a entrar em contacto comigo e a perguntar se estaria interessado numa parceria para lançar o Cyber City. Na altura aceitei por aceitar, não conhecia o anime. Aceitei porque queria ajudar, porque queria coisas legendadas, porque gosto de um desafio. Em poucas semanas lançámos o anime e correu bem, houve bom feedback. Pouco tempo depois, o Libra entrou em contacto comigo a perguntar se queria traduzir a meias o Shin Hokuto no Ken com ele, que não tinha qualquer tradução em português. Ele tinha acabado de ver HNK e eu também tinha visto há pouco tempo, eu usava o avatar do Toki na altura. Para ele foi óbvio: eu gostava de Hokuto no Ken e era tradutor, era a pessoa certa. Aceitei, mas ofereci-me para o fazer sozinho, não quis a meias. Mais tarde vim a descobrir que tinha sido o Tsu a recomendar-me. Depois adicionei-os no MSN e rapidamente surgiu a conversa de criar uma fansub. Gostei da maneira de ser deles, identificava-me apesar de ser mais novo. Entretanto fui acampar e quando voltei já estava tudo tratado e até havia dois membros novos, o Portnoi88 e o Tojaman. Quanto aos projectos, trouxe aqueles em que já estava a trabalhar a solo, Lum, os OVAs de Rumiko, Baoh, o resto foram eles. Foi aqui que nasceu a Projectos Old School. Desde então, nunca mais lancei a solo, embora já tenha pensado fazê-lo para cartoons que não têm espaço aqui, como Highlander ou Argai.

Com tantos anos de experiência, qual é o teu projecto favorito aqui na PoS?

É uma pergunta difícil de responder. Não sei se consigo dizer apenas um. Estou aqui desde o início e participei em cerca de 90% dos projectos. Se calhar era mais fácil dizer aqueles de que não gostei (risos). Os primeiros projectos que fizemos ficaram-me na memória simplesmente porque foram os primeiros, era tudo novo. Como disse, era uma fase de aprendizagem e aproximação. O facto de estar a ver algo que tinha sido legendado por mim… é difícil de expressar, mas dava-me um certo tipo de orgulho. Na altura, isso dava-me pica, por promover um anime de que gosto e partilhá-lo com outras pessoas, fazendo o trabalho que as editoras não queriam ou não podiam fazer. Sei que foram projectos que não ficaram muito bem feitos, mas era como conseguíamos fazer na altura. As coisas nunca corriam bem, era preciso dar sempre muitas “marteladas”, mas era divertido. Talvez os meus favoritos, e que ainda abro de vez em quando, são Ichi the Killer, Mermaid Scar... Ainda hoje gosto de ver a introdução, fico pasmado com a escolha de palavras. O Getter Robo também, pelo trabalho que deu, pelo tempo investido. Vi aquilo imensas vezes, procurei várias fontes de tradução e de vídeo, até usámos alguns termos da transmissão portuguesa. Tudo isso fez com que o projecto ficasse bestial. Outro projecto que posso referir, foi o Street Fighter II V. Este projecto acompanhou a fansub durante quatro anos e andou aos trambolhões, mas depois foi terminado graças a um bom trabalho de equipa. Na altura ainda estava na universidade, lembro-me de colocar a legenda para rever e no dia seguinte estar lá a revisão feita e a legenda do episódio seguinte para rever, nós nunca tínhamos trabalhado assim tão rápido. Isso gerou muitos lançamentos e bastante convívio. Trocávamos opiniões uns com os outros sobre os episódios e depois ainda aparecia a malta que sacava a comentar, isso foi tudo muito animador. Projectos que não gostei tanto… assim de repente lembro-me do Biohunter. Foi um projecto feito às três pancadas, com uma legenda que não era bem nossa, acho que na altura ninguém quis saber. Fez-se uma revisão e lançou-se. Pouco tempo depois viu-se que o projecto estava cheio de erros graves. Temos o projecto em partilha, mas é algo que não recomendo às pessoas, digo sempre para irem ver à fansub X ou Y que tem uma legenda melhor que a nossa. Há que ser honestos, uma coisa bem feita orgulha-nos, agora uma coisa mal feita nós não podemos recomendar sequer. Mas há mais projectos como o Biohunter.

Apesar de seres o encoder da PoS, a tua conversa dá a entender que gostas mais de traduzir. É verdade?

Entrei para a fansub como tradutor, convencido que o resto da equipa dava conta do resto das funções, mas estava errado, éramos os quatro muito inexperientes. O Tsu era o nosso encoder incial, dava uns toques. Ainda chegou a fazer o encode dos primeiros projectos como Urotsukidoji. Ficaram bons encodes, mas lembro-me de estar a falar mais o Libra sobre um novo anime que íamos lançar, o Devilman OVA. Foi um dos projectos que tive como tradutor, ainda em 2011. Quando chegou a parte do encode, o Libra tinha arranjado o DVD japonês, era um DVD limpo como água… e o Tsu estragou-o. Na altura pensei : f**der um R2J, é preciso ser artista! Nós continuámos a pedir mais encodes e veio o segundo ou terceiro encode e continuava mal. Cheguei-me à frente, comecei a estudar encoding, fiz alguns testes e saiu o encode de Devilman. Eles gostaram, e assim, em 2012, passei a ser encoder, para além de tradutor e revisor. Nesse ano tinha bastante tempo livre, deu para aprender encode. A verdade é que dou uns toques em praticamente tudo, typesetting também, mas não sou bom nisso, nem mesmo a encodar, sou o primeiro a admitir. Tenho noção que dá para o desenrasque. Acho que qualquer pessoa pode fazer o que eu faço, uso o avisynth e o megui desde o início, mas há muito mais ferramentas, basta ter pensamento positivo e partir à descoberta. Mas sim, a ideia inicial era ser apenas tradutor. É o que mais gosto de fazer, mas admito que ganhei um certo gosto pelo encoding, porque encodar um DVD é sempre um desafio.


Estando aqui desde o início, de certeza que tens imensas histórias divertidas para contar!

Tenho imensas, o problema é escolher a melhor. Por exemplo, há uns anos lançou-se o Darkstalkers, e nessa altura recebemos uma mensagem no nosso Facebook a dar-nos força para continuar. De repente, essa pessoa mandou mensagem a perguntar se queríamos uma casa para passar férias. Fartei-me de rir, porque a pessoa estava a promover uma casa de férias a uma fansub, foi algo aleatório que me apanhou completamente desprevenido. Assim coisas mais engraçadas… no início da fansub havia muitas, mas era tudo à base de nós sermos um bocado conflituosos, por isso é melhor ficarem de fora. Lembro-me por exemplo, penso que tenha sido o Mermaid Scar, passou pelas etapas todas, inclusive na de qualidade. Só que eu enquanto upava para lançar notei que havia coisas na tradução que não me soavam bem. Fui ao YouTube ver e encontrei um vídeo cujas legendas faziam mais sentido. Já não disse nada aos outros. Comecei a trocar tudo e lancei no site. E hoje, a versão que está disponível é essa. Foi uma coisa feita em cima do joelho, que ninguém soube na altura. Podia ter corrido mal. (risos)

Vamos então à pergunta-chave: achas que vamos estar aqui à conversa daqui a 10 anos?

Acho que não. Todos os anos, dizemos que é o último, que a fansub não dura mais e acabou. E a verdade é que duramos sempre mais um. Falámos sobre terminar no 10º ano, agora já se fala no 11º que muito provavelmente vai acontecer. Também nunca pensei que chegássemos aos dez anos. Quando começámos havia muitos problemas, alguma instabilidade... o pessoal não cumpria os prazos, ninguém fazia o que prometia e projectos lançados de qualquer maneira. Mas aqui estamos hoje e quase com a equipa original. Antes éramos quatro e agora somos cerca de 10 e isso é muito reconfortante. Faz-me pensar que o nosso trabalho é bem feito o suficiente, que já não somos uma fansub de vão de escada e descuidada. Depois, ver que há malta interessada nos nossos projectos é gratificante, esse interesse ajuda-nos a continuar. E na verdade temos muita coisa para lançar ainda, quando dizemos que estamos a trabalhar internamente é verdade, podem acreditar. Mas naturalmente um dia há de acabar. A maior parte de nós já não é adolescente ou estudante, há responsabilidades e o tempo é cada vez mais curto. Pessoalmente duvido que dure mais 10 anos, mas a equipa actual é interessada e activa, por isso há sempre essa possibilidade. Mesmo que eu já não esteja cá um dia, pode haver pessoas suficientemente interessadas para levar a fansub para a frente e continuar com os lançamentos. Se isso acontecesse, eu ficaria muito contente por ver que o legado da fansub foi passado e está a ser bem usado. Lá está, são muitos anos e a malta também se aborrece. Eu estou aqui desde o início e às vezes aborreço-me, por isso presumo que os outros membros também possam sentir isso. A verdade é que de há uns anos para cá, já não há vontade como havia antes. De vez em quando naquelas manhãs de chuva ou em noites de insónia, meto-me aqui a legendar ou a olhar para um DVD. Mas um dia tudo acaba. E para ser honesto já mal vejo anime, vejo 1 ou 2 por ano (quando vejo) e um filme aqui e ali.

Alguma coisa que tenha ficado por dizer?

Ui, tanta coisa. Desde o princípio, a PoS nunca esteve no mesmo campeonato das outras fansubs portuguesas. O que pretendíamos desde o início era lançar animes, filmes, OVAs em que mais ninguém tivesse interesse. Algo diferente dos outros, diferente de fazer animes da temporada, algo que todas as outras fansubs faziam. Nunca tivemos um papel importante na comunidade nacional, também não o procurámos. Fazemos as coisas que queremos, que gostamos. Um bocado a reboque desta filosofia conquistámos reconhecimento nacional e internacional, construímos um bom portfólio de projectos, temos uma equipa com mais de 10 membros, com vários projectos no ativo e em simultâneo. Durante 10 anos, houve sempre lançamentos, mesmo com períodos de mais inactividade. Temos mais de 100 projectos lançados, mais de 350 episódios. Temos centenas de seguidores no FB e muita malta no Discord, um site/fórum com centenas de comentários. O resto é conversa. Acho que a fansub fez um pouco de tudo e podemos orgulhar-nos disso. Há erros, claro, não somos perfeitos, mas não vejo as pessoas a dizer “isto é uma merda”, "está intragável". E depois temos algumas conquistas, por exemplo nunca me passou pela cabeça que isto fosse possível, mas a verdade é que, chegámos a traduzir do japonês. E vamos voltar a fazê-lo de novo. Já traduzimos do italiano, do francês… eu traduzo muito do francês, porque há casos onde a legenda francesa é melhor que a inglesa e eu percebo quase tanto de francês como de inglês. A nível de vídeo, não é raro um lançamento nosso ter a melhor qualidade na internet, há poucos dias lançámos o Black Magic M-66, com um rip de LD feito especialmente para o nosso lançamento, que tem a melhor qualidade da net. O Genocyber durante vários meses fomos os únicos a ter naquela qualidade. Cerca de 10 projectos com áudio PT-PT em primeira mão... O nosso lançamento de Shoujo Tsubaki fez muito furor. Há uns tempos, pesquisando na internet, encontravam-se pessoas de outras nacionalidades a partilhar o nosso vídeo, até mesmo japoneses. O que quero dizer é, lançámos projectos pioneiros, únicos. Quantas fansubs se podem orgulhar de tudo isto o que referi? Nós podíamos ser mais uma fansub da moda, mas não somos: não teria a mesma graça, não era tão desafiante e não teríamos conquistado tantas coisas. Não quero com isto dizer que somos melhores ou piores que esses grupos que lançam os animes da temporada, eles são necessários e coexistimos, como tudo no mundo. É por sermos diferentes, não melhores ou piores, que conseguimos alcançar tudo isto. Nós somos uma alternativa a esses grupos, somos um digestivo para desenjoar desses animes que uma pessoa está sempre a ver. “Ok, apetece-me ver uma coisa antiga, diferente”, nós estamos cá para isso. E é assim que vejo as coisas.
Páginas: 1 ... 8 9 [10]